A história do menino que não queria crescer é famosa. Foi escrita por James Matthew Barrie e publicada há cem anos. Há quem afirme que Barrie se inspirou em um dos filhos de sua grande amiga Sylvia para criar o personagem, outros ainda acreditam que Peter Pan é inspirado em seu irmão, David, que morreu num acidente ainda criança.
A maioria de nós conhece a história pelo desenho da Disney, mas depois que eu assisti o filme (Peter Pan, 2003), fiquei abestadamente encantada com os sentimentos escondidos na trama e procurei os livros.
Encontrei o livro Peter Pan e Wendy, de texto integral e o devorei rapidamente. Muito simples, fácil e gostoso de ler. Nele, percebi que Peter é uma criança arrogante, inocente, mandona, extremamente criativa e muito muito solitária. Quando ele caiu do carrinho e foi para a Terra do Nunca, conseguiu voltar para casa, mas sua mãe havia colocado outro menino em sua cama. Wendy nesse livro, não me apetece. Ela é adulta demais.
No ano de 1929, Barrie cedeu os direito autorais de seu livro à um hospital londrino para crianças. Em 2004, o hospital promoveu um concurso para que autores do mundo todo fizessem uma continuação da historia. E o vencedor foi:
Geraldine McCaughrean, e seu livro foi publicado como Peter Pan Escarlate.
A forma como esse livro veio parar em minhas mãos foi inusitada e nada pouco importante. Deixou-me contente. A Terra do Nunca está estranha e Wendy e os meninos perdidos precisam voltar pra lá e ajudar Peter. No começo, as coisas ficam confusas. A autora usa uma linguagem própria para contar os fatos, muito criativa (uma evolução do jeito "Barrie") e com o passar dos capítulos, você já está vivendo todos os detalhes e aventuras.
Achei a continuação muito superior. Principalmente nos últimos capítulos. Impressionou-me!
Dessa vez, não copiei frases. teria escrito o livro todo.
De volta ao filme. Fui assistir no cinema da minha cidade (que estava funcionando na época) com a Ligia Múcio. A cada morte, luta acirrada e cena romântica (?) ficávamos mais e mais boquiabertas. Ela chorou (eu não pq não faço essas coisas...haha). E ambas, nos apaixonamos. O filme foi o assunto do caminho pra casa, dos nossos sonhos e da semana na escola.
Não sei dizer exatamente o que era. Talvez a percepção de um amor escondido, mal descoberto, mas poderoso. Talvez a forma como Peter e Wendy (duas crianças, puras, inocentes) se aproximavam um do outro numa espécie de distância de confiança que eu não vejo nem em casais adultos de longa data. Entre toques e gestos, o que mais me encantava eram os olhos. Atores jovens, pouco experientes, que falavam com os olhos. Seus olhos riam, choravam, se enfureciam, amavam, confiavam e desejavam.... uau.
Olhem esse vídeo. É um fan made impressionante.
http://www.youtube.com/watch?v=2GceBpiEstQ
Kisu ;)
Me? Forget?
Never...
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