É fácil trocar palavras, difícil é interpretar os silêncios...

Especial Peter Pan

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14.1.11

A história do menino que não queria crescer é famosa. Foi escrita por James Matthew Barrie e publicada há cem anos. Há quem afirme que Barrie se inspirou em um dos filhos de sua grande amiga Sylvia para criar o personagem, outros ainda acreditam que Peter Pan é inspirado em seu irmão, David, que morreu num acidente ainda criança.

A maioria de nós conhece a história pelo desenho da Disney, mas depois que eu assisti o filme (Peter Pan, 2003), fiquei abestadamente encantada com os sentimentos escondidos na trama e procurei os livros.

Encontrei o livro Peter Pan e Wendy, de texto integral e o devorei rapidamente. Muito simples, fácil e gostoso de ler. Nele, percebi que Peter é uma criança arrogante, inocente, mandona, extremamente criativa e muito muito solitária. Quando ele caiu do carrinho e foi para a Terra do Nunca, conseguiu voltar para casa, mas sua mãe havia colocado outro menino em sua cama. Wendy nesse livro, não me apetece. Ela é adulta demais.



No ano de 1929, Barrie cedeu os direito autorais de seu livro à um hospital londrino para crianças. Em 2004, o hospital promoveu um concurso para que autores do mundo todo fizessem uma continuação da historia. E o vencedor foi:

Geraldine McCaughrean, e seu livro foi publicado como Peter Pan Escarlate.
A forma como esse livro veio parar em minhas mãos foi inusitada e nada pouco importante. Deixou-me contente. A Terra do Nunca está estranha e Wendy e os meninos perdidos precisam voltar pra lá e ajudar Peter. No começo, as coisas ficam confusas. A autora usa uma linguagem própria para contar os fatos, muito criativa (uma evolução do jeito "Barrie") e com o passar dos capítulos, você já está vivendo todos os detalhes e aventuras.
Achei a continuação muito superior. Principalmente nos últimos capítulos. Impressionou-me!



Dessa vez, não copiei frases. teria escrito o livro todo.

De volta ao filme. Fui assistir no cinema da minha cidade (que estava funcionando na época) com a Ligia Múcio. A cada morte, luta acirrada e cena romântica (?) ficávamos mais e mais boquiabertas. Ela chorou (eu não pq não faço essas coisas...haha). E ambas, nos apaixonamos. O filme foi o assunto do caminho pra casa, dos nossos sonhos e da semana na escola.
Não sei dizer exatamente o que era. Talvez a percepção de um amor escondido, mal descoberto, mas poderoso. Talvez a forma como Peter e Wendy (duas crianças, puras, inocentes) se aproximavam um do  outro numa espécie de distância de confiança que eu não vejo nem em casais adultos de longa data. Entre toques e gestos, o que mais me encantava eram os olhos. Atores jovens, pouco experientes, que falavam com os olhos. Seus olhos riam, choravam, se enfureciam, amavam, confiavam e desejavam....  uau.



Olhem esse vídeo. É um fan made impressionante.

http://www.youtube.com/watch?v=2GceBpiEstQ

Kisu  ;)

Me? Forget?
Never...

3 comentários:

Frida Vila de Beirágua disse...

Como nao li o livro, nao tenho como opinar, mas o filme é de fato encantador! E o Jeremy.. *-*

Jota! disse...

Realmente muito interessante seu ponto de vista ^^
PArabens. Só fique mais a tento a seus próprios post, eles são suas respostas para muitas coisas!

=D

Lali Dawson disse...

Peter Pan... Essa história me encanta, por ser sobre piratas, fadas, por ter magia, por ter um garoto que quer ser menino pra sempre, por ter um romance tão puro... É a melhor história que já existiu, dá de mil a zero nessas outras de princesinhas indefesas, nossa é realmente perfeito, onde os personagens principais são crianças - e no filme eles sabem atuar tão bem... Enfim, eu não tenho uma palavra melhor que "perfeito" para descrever essa história, mas eu a amo muito, muito mesmo.

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